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O melhor Pai do Mundo

Ser Pai é uma experiência que merece ser partilhada. Este espaço é dedicado a todos os Pais que receberam dos seus filhos o título de "O melhor Pai do Mundo".

Pai, somos irmãos e somos diferentes

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Não há pessoas iguais, isto é certo e sabido. O normal será dizer então que não há irmãos iguais, mesmo que tenham a mesma educação, rotinas semelhantes, tudo quase que copia e cola? Esta é uma história do ver para crer.
 
Encontramos tantas semelhanças na gravidez do nosso primeiro filho para o que se passou com o segundo. Mesmo o momento do nascimento foi quase que um dejá vú incrível, onde tudo, mesmo com mais de 8 anos de diferença, se passou quase que cronometrado. Tudo levaria a crer que os irmãos tivessem muitas semelhanças e isso aconteceu até a mais pequena começar a revelar a sua personalidade.
 
Somos Pais observadores por natureza, gostamos de estar a um canto e observar as crianças a brincar, a interagir uma com a outra, com a família e com os amigos. Também somos Pais que se envolvem nas brincadeiras, que se atiram para o meio do chão para participar em tudo o que eles inventam. Talvez por termos esta postura, estamos seguros que conhecemos bem os nossos filhos e isso dá-nos confiança…
 
Nestes meses em que fomos forçados a viver dentro de quatro paredes e a desenvolver dinâmicas que normalmente só se passavam ao fim-de-semana ou em férias, vimos dois irmãos muito diferentes. Ele, mais velho, muito ponderado, responsável, de opinião firme, sossegado, às vezes até adulto demais para a idade. Ela, a mais pequena, rebelde, agitada, gosta de ser o centro das atenções, desorganizada e um turbilhão de emoções. Dizem-nos “pois é menina” ou “os rapazes são sempre mais sossegados”, sinceramente não acredito em fórmulas destas.
 

Há aqui um misto de surpresa e consciência. A consciência de todo o cenário que a mais pequena encontrou e que veio para conquistar. O caminho que o irmão mais velho lhe abre porque a desafia e ela só tem olhos para as suas brincadeiras. A surpresa por termos em casa a tempestade e a bonança a conviver na mesma sala.

 
Agora viria a parte do “é maravilhoso”, mas tenho de dizer que nem sempre é fácil. Não estávamos à espera que uma criança com um ano e tal fosse estar sentadinha uma tarde muito entretida, claro que não. Um segundo filho traz agitação qualquer que seja a personalidade de cada um. Por outro lado, temos de gerir bem o espaço, não o físico porque esse é de todos, mas mais deles do que nosso, estou a falar do espaço que o mais velho perdeu. As atenções viram-se para a mais pequena e o mais velho ressente-se. Aqui entra a nossa capacidade de omnipresença, nem sempre fácil, nem sempre possível. Ele entende, acreditando nas palavras que nos diz, mas às vezes fica qualquer coisa por resolver dentro da sua cabeça e aqui temos de ir atrás. Nem tudo é justificável, mas uma coisa temos para dar e vender, muitos miminhos que o fazem voltar a ter o espaço todo.
 
Algo de bom que este confinamento nos trouxe foi o fortalecimento do “ninho”. Ultrapassamos esta fase mais fortes como família, mais agarrados uns aos outros claro, mas com um sentido ainda mais apurado para vivermos em função uns dos outros…tendo em conta as nossas diferenças.
 
O Pai

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