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O melhor Pai do Mundo

Ser Pai é uma experiência que merece ser partilhada. Este espaço é dedicado a todos os Pais que receberam dos seus filhos o título de "O melhor Pai do Mundo".

Pai, não te esqueças de ti

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É num misto de emoções e ideias que escrevo esta história. Quem segue as minhas publicações conhece a minha “luta” pela afirmação do papel do Pai na educação dos filhos. Nada disto é posto em causa com aquilo que vou escrever, é uma constatação de vida vivida.
 

Nos últimos meses muitos Pais e muitas Mães viram-se forçados a serem Pais a tempo inteiro. Consigo afirmar com quase 100% de certeza que a maioria não estava preparada. Esta estatística nua e crua criou um complexo de culpa na maioria dos Pais, levando muitos a sentirem-se esgotados e até com muito pouca paciência para aturar os próprios filhos.

 
Não fugi à regra e é aqui que começa o tal misto de emoções. Então para quem queria ser Pai a tempo inteiro estava a sentir dificuldades em lidar com esse tempo a mais com os filhos?
 
Demorei algumas semanas a ter a plena consciência do que se estava a passar. Não estava isolado neste sentimento, a Mãe também o sentia, mas ambos tentámos ser fortes e vestir a nossa capa de super-pais e que tudo estava bem. A carga emocional de todo o cenário que se criou à volta das nossas vidas, empurrou-nos ainda mais para uma necessidade que até aí as nossas vidas não tinham ainda pedido, pelo menos com tanta persistência.
 
Mas afinal o que é que faltava para estarmos em pleno como Pais, como profissionais, como companheiros, como filhos, como amigos…?
 
O erro foi tão evidente que a resposta parecia escondida atrás  de uma porta de vidro transparente. O erro que cometemos foi termos esquecido que nós existimos. Nós? Sim, cada um de nós, pois o Pai, a Mãe, o trabalhador, o filho, o amigo, aparecia sempre primeiro que…nós próprios.
 
É impossível vivermos sem nos colocarmos na equação. É impossível sermos Pais sem sermos homens e mulheres, sem sermos pessoas que precisam do seu próprio espaço e tempo. Na nossa vida “normal” este espaço e tempo era muitas vezes encontrado na viagem para o trabalho, na hora do almoço, na pausa para café. Mesmo num dia-a-dia atarefado, temos a capacidade de encontrar micro-momentos para nós e isso é como energia para a máquina funcionar.
 
Quando nos fechamos em casa, assumimos uma missão guerreira. Colocamos as armaduras e colocamo-nos na frente da batalha. Atrás de nós estavam os nossos filhos, muitas vezes até os nossos Pais e aí a última coisa em que tínhamos de pensar era no pobre soldado que estava ali na porta. Pois é… esse pobre soldado somos nós próprios.
 
Hoje sabemos que temos de nos prestar atenção. Não dá sempre para o fazer, as prioridades estão bem definidas, mas sem energia não conseguimos fazer o nosso papel e os nossos filhos precisam de nós a 100%.
 
O Pai

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