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O melhor Pai do Mundo

Ser Pai é uma experiência que merece ser partilhada. Este espaço é dedicado a todos os Pais que receberam dos seus filhos o título de "O melhor Pai do Mundo".

05.Jun.19

Pai, já vou! Pai, já vou! Pai, já vou!

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Não é um disco arranhado, mas parece! Quantas vezes repete o nome do seu filho para que ele se despache a fazer qualquer coisa?
 
De manhã o nome dele fica tão gasto que às vezes a falar com a irmã mais nova me engano. “Acorda”, “Veste-te”, “Toma o pequeno-almoço”, “Lava os dentes”. Nos últimos tempos temos ouvido com muita frequência a expressão “Pai, já vou” ou “Mãe, espera um pouco”. E nós esperamos…e desesperamos.
 
Raramente fico zangado ou chateado quando tenho de chamar à atenção do meu filho mais velho. Tanto eu como a Mãe sempre privilegiamos o diálogo e a explicação das coisas em vez de chegarmos ao limite de impor palavras de ordem. O ideal é que fosse sempre possível ser positivo, mas às vezes a criança precisa de ouvir uma voz mais grossa do que o normal ou até ser chamado pelos nomes todos.
 

Lembro-me bem quando a minha Mãe ouvia duas ou três vezes eu a dizer “Já vou” e não hesitava muito a chamar-me pelo meu primeiro…e segundo nome. Lá vinha um "Márcio Pedro…" num tom ameaçador. Eu já sabia que estava a pisar o risco e o melhor era fazer o que a minha Mãe estava à espera que fizesse.

 
Muitas vezes se fala da educação que os Pais dos dias que correm dão aos seus filhos. Os adjetivos utilizados são quase sempre: somos mais permissivos, deixamos que as crianças façam tudo, somos demasiado protetores, não deixamos que as crianças pensem pelas suas cabeças, criamos as crianças em redomas, etc etc etc. Esta catalogação deixa-me chocado, especialmente quando traz agarrada a comparação com a educação do século passado que, segundo estas vozes ditas especialistas, era mais firme e dava mais espaço à criança. Meus caros e minhas caras especialistas, estamos a comparar o que não pode ser comparável. O Mundo muda a toda a hora e nós, meros seres humanos, adaptado-nos a estas contingências.
 
Sou muitas vezes apelidado de Pai moderno. Vejo-me quase sempre obrigado a contrapor este rótulo. A minha forma de ser Pai hoje é diferente da dos meus Pais, mas, na essência, inspira-se nos mesmos valores. Temos de contar com a evolução da espécie. Lá em casa, eu e a Mãe educamos os nossos filhos tendo em conta um conjunto de variáveis: aquilo que acreditamos ser o melhor para eles, aquilo que acreditamos que os faça crescer boas pessoas e aquilo que acreditamos que os faça felizes. Isto faz de nós modernos? Eu digo que somos normais, como a maioria o é. Cada Pai e cada Mãe tem o seu estilo que mistura uma série de aspetos. Generalizar e catalogar é uma tendência dos dias que correm e que temos de combater. 
 
Devemos ser únicos e autênticos.
 
O Pai

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