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O melhor Pai do Mundo

Ser Pai é uma experiência que merece ser partilhada. Este espaço é dedicado a todos os Pais que receberam dos seus filhos o título de "O melhor Pai do Mundo".

Pai, faz 10 anos que és Pai!

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Há 10 anos, num sábado frio de fevereiro a minha vida mudou. A pessoa que tinha vivido trinta e tal anos iniciava ali a experiência mais memorável, que mudaria para sempre a forma de ver o Mundo. Sim, faz 10 anos que fui Pai e tanta coisa aconteceu em 10 anos.
 
Entrei para a sala de parto com um misto de emoções. Por um lado a certeza que iria correr tudo bem, por outro o total desconhecimento do que seria o momento a seguir. Como iria ficar a minha vida depois de ter o meu filho nos braços?
 

Incrível como esse momento e toda a experiência de ser Pai mudou quase tudo em mim, as minhas prioridades, a minha forma de estar e pensar, a minha forma de agir, de tomar decisões, de planear, de me relacionar com os outros…tanta mudança que não chegaram os 10 anos que passaram para poder digerir, isto quer dizer que sou (e continuarei a ser) um Pai em formação.

 

Impressionante o que aquele miúdo me deu sem saber. O que ele me ajudou. O caminho que abriu para que pudesse ser Pai novamente. O que me ensinou…
 
Naquele momento, há 10 anos, vi nascer avós plenos de amor para dar, tios que são como Pais e vi nascer uma Mãe. Se me tinha apaixonado pela mulher, fiquei rendido à Mãe que nasceu ali. O turbilhão de emoções e desafios que temos de viver todos os dias como Pais, faz com que, por vezes, nos esqueçamos da importância de quem nos acompanhada, quem nos ajuda a conquistar, quem nos levanta nas derrotas, quem nos abraça na frustração e que o faz com ainda mais força nas vitórias. Ainda bem que embarcamos nesta aventura juntos, quase que sem rumo à vista, a contornar marés mais agitadas, mas a acabar os dias a olharmos um para o outro e a dizer sem falar “Missão cumprida…por hoje”.
 
Há 10 anos, escrevi a todos os meus amigos a tentar descrever o momento. Tentar, claro, porque nem sempre encontramos as palavras certas. A partir daí continuei a escrever, com via aberta do coração para as palavras.
 
Quando a enfermeira me perguntou: “Pai, quer segurar o seu filho nos braços?” apercebi-me que tinha nascido para ser Pai, que seria a minha razão principal para viver todos os dias de forma apaixonada. Segurei-o nos braços, contemplei-o durante uns longos minutos e disse…agora sim, SOU PAI.
 
O Pai

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